Mostrando postagens com marcador Grupo Chegança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Grupo Chegança. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de março de 2015

Trabalhos de Tania Alves no Teatro: "Lampião no Inferno" (1975)


Em 8 de janeiro de 1975, o diretor Luiz Mendonça (1931 - 1995), criador do Grupo Chegança, estreia, no antigo Teatro Miguel Lemos (atual Brigitte Blair), no Rio de Janeiro, o espetáculo "Lampião no Inferno", de Jairo Lima, baseada em quatro folhetos de cordel.

No elenco, Joel Barcelos, Tania Alves, Tonico Pereira,  Imara Reis, Elba Ramalho, Luiz Braga, Helio Guerra, Alexandre Marques, além do lendário Madame Satã (1900-76), outrora famoso malandro da Lapa, interpretando o Satanás; além do próprio Mendonça, que interpretava Padre Cícero.

Tania Alves interpretava a filha de Satanás, uma diabinha chamada Trepadeira. É sua personagem quem recebe no inferno o Lampião, interpretado pelo ator Joel Barcellos.

Um dos destaques da montagem era o naipe de compositores e arranjadores do espetáculo: Geraldo Azevedo (diretor musical), Alceu Valença, Carlos Fernando, Pedro Osmar e Vital Farias, além de Kátia França. Vital Farias, por exemplo, compôs para a trilha da peça a canção "Veja (Margarida)", que anos depois seria gravada por Elba Ramalho com bastante sucesso.

"Lampião no Inferno" fez temporada até março daquele ano. Depois o espetáculo foi lançado em São Paulo, no Teatro Aplicado (atual Bibi Ferreira), com Walter Breda no papel de Lampião e Luiz Mendonça e Wilson Maux como Satanás. Em junho, a peça voltou para o Rio, onde fez temporada popular no Teatro João Caetano. Tania Alves e Elba Ramalho permaneceram no elenco.  

O espetáculo deu continuidade ao trabalho de Mendonça na busca de um musical brasileiro, usando as raízes culturais e folclóricas. 


Veja mais algumas fotos de "Lampião no Inferno":












Pesquisa: Blog Tania Alves (As Cantrizes).


quarta-feira, 18 de março de 2015

Trabalhos de Tania Alves no Teatro: "Viva o Cordão Encarnado" - SP (1975)

Tania Alves na montagem paulista de "Viva o Cordão Encarnado", cercada por atores como Gracinda Freire, 
Yolanda Cardoso, Walter Breda e Antonio Pitanga. 


Em setembro de 1975, o diretor Luiz Mendonça (1931-1995), fundador do Grupo Chegança, resolve montar "Viva o Cordão Encarnado", de Luiz Marinho (1926-2002), em São Paulo. 

No ano anterior, Mendonça havia montado o espetáculo no Teatro Dulcina, no Rio (ver aqui informações sobre essa montagem), e obteve muitas críticas favoráveis.   

Na temporada carioca, Tania Alves fazia, segundo ela própria, "quase uma figuração", mas na temporada paulista ela foi a estrela do espetáculo, substituindo Elke Maravilha, a protagonista no Rio.  

"Na primeira versão, a estrela era Elke Maravilha, mas quando o espetáculo foi remontado em São Paulo ela não pôde fazer. Eu tive que tomar um porre pra ter coragem de pedir ao Mendonça pra fazer o papel dela. Ele disse, simplesmente: Tudo bem", conta Tania no livro "Tania Maria Bonita Alves", da Coleção Aplauso.  

Em São Paulo, o espetáculo ganhou novos nomes no elenco, como Yolanda Cardoso, Sadi Cabral, Antonio Pitanga, Walter Breda, Alby Ramos e Paulo Leite, num total de 24 atores, e foi encenado no Teatro Aplicado (atual Teatro Bibi Ferreira).

"A crítica paulistana adorou a montagem de Viva o Cordão Encarnado e nos tornamos cult. Ganhei meu primeiro prêmio de Atriz Revelação (APCA) e recebi ótimas críticas", revela Tania. 

"A boa aceitação do meu trabalho melhorou a minha autoestima. Fiquei mais segura com relação ao meu talento e à certeza de seguir a carreira artística apesar de todas as dificuldades. Muitas das minhas conquistas eu devo a esta cidade generosa e produtiva. Apesar de ter retornado para o Rio de Janeiro em seguida, acabei morando em São Paulo algumas vezes e sempre foi muito positivo profissional e pessoalmente", complementa. 

Em 12 de dezembro de 1975, após a bem sucedida passagem por São Paulo, o espetáculo volta ao Rio de Janeiro, onde faz temporada popular no Teatro João Caetano até 29 de janeiro de 1976.


Opinião: 12/09/1975 (Acervo Blog Tania Alves): 


O Globo: 07-12-1975


O Globo: 12-12-1975



Pesquisa: Blog Tania Alves (As Cantrizes). 


terça-feira, 17 de março de 2015

Trabalhos de Tania Alves no Teatro: "Viva o Cordão Encarnado" - RJ (1974)


Em abril de 1974, o Grupo Chegança, criado e liderado por Luiz Mendonça (1931-1995), monta, no Teatro Dulcina, Rio de Janeiro, "Viva o Cordão Encarnado", pastoril de Luiz Marinho (1926-2002) que já havia sido encenado no Teatro Universitário de Pernambuco - TUP, em 1968.  

Por essa montagem, Mendonça e Marinho recebem respectivamente o Prêmio Molière de melhor diretor e autor. Esta foi a segunda participação de Tania Alves no Grupo Chegança (a primeira fôra  em "As Incelenças", do ano anterior).


Inspirada nos costumes populares do interior pernambucano e, sobretudo, nas coloridas músicas e danças do pastoril, "Viva o Cordão Encarnado" estreou no Teatro Dulcina, em 15/04/74, com Ivan Setta, Elke Maravilha, Gracinda Freire, Carlos Alberto, Tonico Pereira, Ilva Niño, Tania Alves, Imara Reis, Sonia de Paula (que depois seria substituída por Elba Ramalho, estreando no grupo), Marcos Borges, Sílvio Fróes, Tony Ferreira, entre outros.

A coreografia era de Fernando Pinto, e a direção musical de Cláudio Barreto. 

"Nesse espetáculo eu fazia quase uma figuração, mas a crítica notou meu trabalho e falou de mim. Pensei: acho que levo jeito, porque se na figuração a crítica já falou bem...", conta Tania no livro "Tania Maria Bonita Alves", da Coleção Aplauso.

Em 1975, o espetáculo seria montado em São Paulo e desta vez Tania seria a estrela, substituindo Elke Maravilha. Saiba mais sobre essa nova montagem aqui.


Veja mais fotos de Tania Alves em "Viva o Cordão Encarnado":



O Globo: 01-06-1974: 



Pesquisa: Blog Tania Alves (As Cantrizes). 

sábado, 17 de novembro de 2012

Trabalhos de Tania Alves no Teatro: "As Incelenças" (1973)


Luiz Mendonça, Tania Alves e Tonico Pereira


A estreia de Tania Alves no teatro profissional ocorreu em 1973, na peça “As Incelenças”, da qual, por coincidência, ela já havia participado, anos antes, em uma montagem amadora na Faculdade de Letras.

“As Incelenças” é um texto de Luiz Marinho (1926-2002) e já havia sido montada anteriormente por Luiz Mendonça (1931 – 1995) em 1969. Em 1973, Mendonça reativou seu grupo, o Chegança, com novos atores, entre eles Tania Alves.

Tania foi levada ao Grupo por meio do ator Tonico Pereira, com quem dividia o palco, na época, no infantil  “O Rapto das Cebolinhas”. Mas inicialmente ela ia apenas para assistir o espetáculo, ainda não participava como atriz.

“Eu via As Incelenças todos os dias, completamente fascinada. Era tiete do grupo e já sabia o texto inteiro de cabeça quando, certa noite, uma das atrizes não apareceu. O Luiz Mendonça, diretor da peça, desesperado falou: Você vem aqui todo dia, já conhece a peça. Não quer substituir a atriz que faltou? Só tem três falas e tem que cantar as músicas. Ele insistiu, me convenceu, aceitei e fiz o papel nesse mesmo dia. A outra atriz nunca mais voltou. Então eu fiquei”, conta Tania no livro "Tania Maria Bonita Alves", da Coleção Aplauso.

"As Incelenças" eram na verdade duas peças de Luiz Marinho: "A Incelença" e "A Afilhada de Nossa Senhora da Conceição". A peça estava em cartaz no Teatro de Arena da Guanabara, no Largo da Carioca. (Localizava-se junto à encosta do Morro do Convento de Santo Antônio, área atualmente ocupada pela Estação Carioca do Metrô).

No elenco desta montagem, além de Tania e Tonico, também estavam Imara Reis, Ilva Niño, Virgini Valle, Hélio Guerra, Chico Duarte, Ronaldo Souza Costa, Renato Comodo, Clério Castellar e Lotsa Saluk.

“Como era um musical, acabei fazendo parte da banda tocando flauta. Na hora de falar eu saia lá do fundo, fazia a minha cena e voltava para junto dos músicos. Virei atriz assim: completo e total acaso”, afirma a atriz-cantora.

E foi assim que tudo começou na carreira de Tania!


Veja abaixo dois anúncios de "As Incelenças" (Acervo Blog Tania Alves):

O Globo: 01-11-1973: 



O Globo: 07/09/1973: 

     

Pesquisa: Blog Tania Alves (As Cantrizes).