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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Tania Alves ganha o Troféu Nelson Rodrigues (2017)



A atriz, cantora e empresária Tania Alves foi homenageada com o Troféu Nelson Rodrigues no dia 7 de agosto de 2017.

A cerimônia de premiação, realizada na Mansão Carioca, no Alto da Boa Vista (RJ), ocorreu durante evento idealizado pela Agência Nacional de Cultura, Empreendedorismo e Comunicação (Ancec) que homenageia empresários e personalidades do ramo artístico.

Vídeo: ANCEC.


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Tania Alves ganha o Prêmio Nelson Rodrigues


A atriz, cantora e empresária Tania Alves foi homenageada com o Troféu Nelson Rodrigues no último dia 7 de agosto. A cerimônia de premiação, realizada na Mansão Carioca, no Alto da Boa Vista (RJ), ocorreu durante evento idealizado pela Agência Nacional de Cultura, Empreendedorismo e Comunicação (Ancec) que homenageia empresários e personalidades do ramo artístico.

Também foram premiados por sua atuação, atores como Carolina Kasting, Diogo Vilela, Vanessa Giacomo, Lucinha Lins, Malu Mader, Marcos Caruso, Carlos Vereza, Louise Cardoso, Arlete Salles, Luiz Fernando Guimarães, Othon Bastos, Vera Vianna, Jackson Antunes, Caio Castro, Mel Maia, Raymundo de Souza, Rodrigo Phavanello, Kadu Moliterno, Mila Moreira, Isabel Fillards, Camilla Rodrigues, Deborah Evelyn e Andrea Avancini.

Confira abaixo mais fotos de Tania recebendo o Prêmio Nelson Rodrigues: 















quarta-feira, 18 de março de 2015

Trabalhos de Tania Alves no Teatro: "Viva o Cordão Encarnado" - SP (1975)

Tania Alves na montagem paulista de "Viva o Cordão Encarnado", cercada por atores como Gracinda Freire, 
Yolanda Cardoso, Walter Breda e Antonio Pitanga. 


Em setembro de 1975, o diretor Luiz Mendonça (1931-1995), fundador do Grupo Chegança, resolve montar "Viva o Cordão Encarnado", de Luiz Marinho (1926-2002), em São Paulo. 

No ano anterior, Mendonça havia montado o espetáculo no Teatro Dulcina, no Rio (ver aqui informações sobre essa montagem), e obteve muitas críticas favoráveis.   

Na temporada carioca, Tania Alves fazia, segundo ela própria, "quase uma figuração", mas na temporada paulista ela foi a estrela do espetáculo, substituindo Elke Maravilha, a protagonista no Rio.  

"Na primeira versão, a estrela era Elke Maravilha, mas quando o espetáculo foi remontado em São Paulo ela não pôde fazer. Eu tive que tomar um porre pra ter coragem de pedir ao Mendonça pra fazer o papel dela. Ele disse, simplesmente: Tudo bem", conta Tania no livro "Tania Maria Bonita Alves", da Coleção Aplauso.  

Em São Paulo, o espetáculo ganhou novos nomes no elenco, como Yolanda Cardoso, Sadi Cabral, Antonio Pitanga, Walter Breda, Alby Ramos e Paulo Leite, num total de 24 atores, e foi encenado no Teatro Aplicado (atual Teatro Bibi Ferreira).

"A crítica paulistana adorou a montagem de Viva o Cordão Encarnado e nos tornamos cult. Ganhei meu primeiro prêmio de Atriz Revelação (APCA) e recebi ótimas críticas", revela Tania. 

"A boa aceitação do meu trabalho melhorou a minha autoestima. Fiquei mais segura com relação ao meu talento e à certeza de seguir a carreira artística apesar de todas as dificuldades. Muitas das minhas conquistas eu devo a esta cidade generosa e produtiva. Apesar de ter retornado para o Rio de Janeiro em seguida, acabei morando em São Paulo algumas vezes e sempre foi muito positivo profissional e pessoalmente", complementa. 

Em 12 de dezembro de 1975, após a bem sucedida passagem por São Paulo, o espetáculo volta ao Rio de Janeiro, onde faz temporada popular no Teatro João Caetano até 29 de janeiro de 1976.


Opinião: 12/09/1975 (Acervo Blog Tania Alves): 


O Globo: 07-12-1975


O Globo: 12-12-1975



Pesquisa: Blog Tania Alves (As Cantrizes). 


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Filmografia Tania Alves: "Cabaret Mineiro" (1980)

 

Em 1980, é produzido o filme "Cabaret Mineiro", dirigido e roteirizado por Carlos Alberto Prates Correia, com base em história de João Guimarães Rosa. Pertencente ao gênero drama musical, "Cabaret Mineiro" entrou, em novembro de 2015, na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.

No filme, Tania Alves interpreta Avana, dançarina 'espanhola' de Montes Claros, que tem um romance com um aventureiro, interpretado por Nelson Dantas. Tania também participou da trilha sonora - assinada por Tavinho Moura -, cantando três músicas: "Cabaret Mineiro" (Carlos Drummond de Andrade, Tavinho Moura), "O Sonho" (Zezinho da Viola) e "Te pega te pica" (Carlos Alberto Prates Correa, Zeduardo, Tavinho Moura). Por sua atuação, Tania ganhou o Kikito de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante em 1981.

O compositor Tavinho Moura disse em uma entrevista que "{o filme] é uma viagem imaginária e onírica pela cultura brasileira. O poema de Drummond na voz de Tânia Alves represa nos olhos a emoção". [1]

 

Sinopse

Paixão, um elegante aventureiro e jogador de cartas, viaja de trem pelo interior de Minas Gerais, visitando vários cabarés.  Numa dessas viagens pelo norte do Estado, ele conhece e se apaixona por Salinas. Os dois amam-se na cabine-leito mas, ao acordar na manhã seguinte, fica surpreso ao verificar que a jovem mulher já se foi.

Uma vez em Montes Claros, durante um jogo de pôquer, Tomaz, um americano, sugere e apresenta um novo tipo de jogo.  Não satisfeito com a sugestão apresentada, Paixão inventa então o "cri-cri", a seu ver superior ao do americano.

Já numa pequena cidade vizinha, Paixão, embriagado, sonha com Salinas.  Ele dorme na areia do rio que banha o local, onde encontra-se com Evangelina, uma adolescente que faz ioga nua. De volta a Montes Claros, Paixão apaixona-se por Avana, dançarina espanhola dona de um cabaré.

Assim, de uma certa forma sentimental, ele vai conhecendo novas mulheres, que se tornam novos amores, bem como, relembra suas antigas paixões.
 
Ficha Técnica

Direção:
Carlos Alberto Prates Correia

Roteiro:
Carlos Alberto Prates Correia

Produção:
Carlos Alberto Prates Correia, Nilson Barbosa

Música Original:
Tavinho Moura

Fotografia:
Murilo Salles

Edição:
Idê Lacreta

Design de Produção:
Carlos Wilson

Figurino:
Carlos Wilson

Maquiagem:
Waldir Monteiro

Efeitos Sonoros:
Walter Goulart, Aloísio Viana

Efeitos Visuais:
Pedro Louzada

Ano de Produção:
1980


Elenco

Nelson Dantas
Tamara Taxman
Tania Alves
Helber Rangel
Louise Cardoso
Maria Sílvia
Eliane Narducci
Luiza Clotilde
Dora Pellegrino
Carlos Wilson
Zaira Zambelli
Thelma Reston
Nildo Parente
Paschoal Villaboim
Sonia Santos
Nena Ainhoren
Célia Maracajá
Antônio Rodrigues
Tavinho Moura
Marujada de Montes Claros
Grupo Corpo de Baile de Belo Horizonte


Prêmios

* Festival de Gramado 1981: Venceu na categoria de Melhor Filme, Melhor Fotografia (Murilo Salles), Melhor Ator (Nelson Dantas), Melhor Montagem, Melhor Direção, Melhor Trilha Sonora e Melhor Atriz Coadjuvante (Tania Alves).

* Festival de Brasília 1980: Venceu na categoria de Melhor Fotografia.







Revisão Crítica

“Cabaret Mineiro” (1980) – sensação no Festival de Gramado, com sete kikitos –, remexe com as obsessões de Prates, aprofundando a análise de causos regionalistas, especificamente da sua terra natal, o norte de Minas Gerais. (...) Pontuando todos esses quadros, a música original de Tavinho Moura – integrante tardio do “Clube da Esquina” dos irmãos Borges e Milton Nascimento – é de um acerto tão grande que torna impossível dissociá-la de “Cabaret Mineiro”, quanto mais em momentos-chave, como o da aparição da bailarina espanhola (Tania Alves), por quem se apaixona o “condutor” (...) De tudo o que se pode perceber, Carlos Alberto Prates se embebedou do que tinha à volta e do que possuía de mais íntimo – a persona mineira –, tornando-a central para o fazer cinematográfico. A associação com o texto de Guimarães Rosa caiu-lhe como uma luva, dando o espírito e o feitiço certos para a complexa empreitada" 

Por Andrea Ormond (Blog Estranho Encontro).


Veja aqui os números musicais de Tania Alves em Cabaret Mineiro


    "Cabaret Mineiro" (Carlos Drummond de Andrade, Tavinho Moura)



 "O Sonho" (Zezinho da Viola)




 "Te pega te pica" (Carlos Alberto Prates Correa, Zeduardo, Tavinho Moura)






Referências:
[1] - Tavinho Moura UM ARTISTA EXERCE SEUS ALUMBRAMENTOS. Revista Suplemento. Belo Horizonte, Julho/Agosto 2016. Edição nº 1.367. Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.

Fontes de Consulta:
Blog Estranho Encontro
Acervo Site As Cantrizes
Cabaret Mineiro: Delírios de Paixão nos Gerais - Site guesaaudiovisual.com
Revista Suplemento. Belo Horizonte, Julho/Agosto 2016. Edição nº 1.367



sexta-feira, 10 de abril de 2009

Filmografia Tania Alves: "O Olho Mágico do Amor" (1981)


Rodado em 1981, o filme "O Olho Mágico do Amor", de José Antônio Garcia e Ícaro Martins e com Tania Alves no elenco, estreou em São Paulo, em 08 de março de 1982.

No início da década de 1980, uma dupla de estudantes graduada em cinema na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), formada por Ícaro Martins e José Antonio Garcia, surgiu como voz distinta dentro da cena da Boca do Lixo paulistana. O trabalho de estreia dos cineastas, 'O Olho Mágico do Amor', realizado dentro do sistema de produção da Boca do Lixo, tendo a Olympus Filmes, de Adone Fragano (1923-2014), como produtora, aborda elementos típicos aos filmes eróticos, vulgarmente chamados de pornochanchadas, como a abundância de nudez feminina e cenas com insinuação de sexo, o uso de códigos narrativos de gêneros – no caso, o melodrama – e a busca pela comunicação com grande público. Ainda que seguisse as exigências do mercado das pornochanchadas em relação ao combo nudez/sexo, já apresentava um olhar autoral diferenciado, que viria a flertar ainda mais com o experimentalismo nos longas seguintes: Onda Nova (1983) e o ótimo Estrela Nua (1984).  
 
"Eu havia criado aquela personagem [Penélope] especificamente para a Tânia Alves. Pensei nela o tempo todo em que me sentei diante da máquina de datilografar. Mas Adone Fragano e seus colegas queriam alguém que tivesse mais a aura das pornochanchadas da Boca, alguém que já conheciam e em quem confiavam. Sugeriram a Helena Ramos. Eu insisti na Tânia, que, naquela época, ainda não havia se tornado famosa; era só muito querida entre os cinéfilos cult, principalmente os do Rio de Janeiro. E aí percebi que a questão só ia ser resolvida quando eles a vissem, deslumbrante, diante deles. Fui buscar a Tânia e já avisei: você vai como a personagem! Ela colocou uma roupa apertada, uma minissaia de couro, chegou lá e eles caíram de quatro. Foi aprovada na hora. É por isso que eu digo que foi todo um processo de tomada da Boca !", disse o diretor José Antônio Garcia no livro "José Antônio Garcia - Em Busca da Alma Feminina", da coleção Aplauso.

 

No livro 'Tania Maria Bonita Alves', também da Coleção Aplauso, Tania comenta sua participação no filme 'O Olho Mágico do Amor': "Filmamos com o pessoal da Boca do Lixo em São Paulo. Era 1981 e nessa época todas as produções nacionais tinham cenas de sexo e muita nudez para ter apelo comercial. Foi o primeiro trabalho em cinema da Carla Camuratti (...) Por esse trabalho ganhei o Prêmio APCA de Melhor Atriz. Adoro esse filme. Acho um trabalho superatual: meio Quentin Tarantino, meio trash. Não no sentido ruim da expressão. É um filme baixo mundo, underground, despudorado... Era muito gostoso trabalhar com o Zé Antônio. Era fácil, não me sentia sendo dirigida. É uma pena o Zé Antônio – diretor talentoso, criativo e delicado com os atores – ter morrido tão novo, no final de 2005, e deixado tão poucos filmes como legado".


Sinopse
Vera é uma jovem de 17 anos que trabalha como secretária num escritório na boca do lixo. Um dia descobre atrás de um quadro na parede um pequeno buraco que dá para um quarto de hotel. Ali vive a prostituta Penélope, que todos os dias e o dia inteiro recebe seus clientes. Vera, deslumbrada com aquilo e envolvida em seu voyeurismo, muda todo o seu cotidiano para poder acompanhar os casos amorosos da prostituta.
 

Ficha Técnica

Direção:
José Antônio Garcia, Ícaro Martins

Roteiro:
José Antônio Garcia, Ícaro Martins

Produção:
Adone Fragano

Música Original:
Luiz Lopes

Fotografia:
Antônio Meliande

Edição:
Jair Garcia Duarte

Direção de Arte:
Cristina Mutarelli

Maquiagem:
Vavá Torres


Elenco
Carla Camurati (Vera Maria Gatta)
Tania Alves (Penélope)
Sérgio Mamberti (Prolíxenes)
Cida Moreyra (Mãe de Vera)
Ênio Gonçalves (Átila)
Tito Alencastro
Maria Helena
Luiz Felipe

Participações Especiais
Arrigo Barnabé
Jorge Mautner
Nelson Jacobina
Casagrande
Luis Roberto Galizia
José Antonio Garcia
Ismael Ivo
Leonor Lambertini
Sofia Loren


Prêmios
Festival de Gramado, Brasil
Kikito de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (Carla Camurati)
Associação Paulista de Críticos de Arte
Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Cida Moreira)
Prêmio de Melhor Direção (Ícaro Martins, José Antonio Garcia)
Prêmio de Melhor Atriz (Tânia Alves)
Prêmio de Melhor História Original (Ícaro Martins, José Antonio Garcia)
Prêmio de Melhor Fotografia (Antonio Meliande)
Prêmio de Melhor Edição (Jair Garcia Duarte)
Prêmio de Melhor Cenografia e Figurinos (Cristina Mutarelli)
Prêmio de Melhor Filme (Ícaro Martins, José Antonio Garcia)
Prêmio de Melhor Atriz (Carla Camurati)


Indicações
Festival de Gramado - Indicado ao Kikito de Ouro de Melhor Filme




Revisão Crítica

"A música – que vai de John Lennon a Luiz Gonzaga – é parte fundamental de alguns dos melhores momentos do longa, como a cena em que Tânia Alves, na cama, canta “Lenda do Pégaso” – cuja letra cita várias espécies de pássaros - ao lado de Jorge Mautner e Nelson Jacobina. O ícone da Vanguarda Paulistana, Arrigo Barnabé, também faz uma participação especial, assim como os jogadores de futebol Wladimir e Pitta. E falando em atuações, deve-se destacar a entrega completa das atrizes principais. Camurati - premiada em Gramado - ainda muito jovem e no auge de sua beleza, transmitindo toda a fragilidade e inocência de Vera, e Tânia Alves totalmente desinibida, exalando sensualidade em cenas fortes, como a transa com o ladrão".
(Leonardo Ribeiro - Blog Olhares em Película e Site Cult Cultura)

"Revolucionário, mágico, obra para cinemaníacos e multidões, hino à originalidade, ao bom humor do cotidiano, ao naturalismo, à simplicidade narrativa"
(Salvyano Cavalcanti de Paiva) 

"Inacreditável, inesperado. De onde menos se poderia esperar (ou seja, uma exdrúxula aliança ou conluio entre a “Boca do Lixo”, os “ensinamentos fílmicos” da ECA-USP, do cineclubismo com jactâncias de classe dirigente, aliada ao comercialismo dos lamentáveis tycoons locais que só aceitam, ou mesmo impõem, filmes segundo suas visões preguiçosas, incultas e rotineiras do que fossem as únicas exigências da confluência da avenida São João com a Ipiranga) resultou um filme mágico, que é o que de mais feliz, consistente e artístico o cinema brasileiro produziu nos últimos 30 anos". (Rubem Biáfora - O Estado de S. Paulo - 06/03/82). 



 
Veja abaixo um clipe de imagens do filme "O Olho Mágico do Amor", com a atriz e cantora Tania Alves, ao som da música "Lenda do Pégaso", na voz de Tania e Jorge Mautner:





Pesquisa: Blog Tania Alves - As Cantrizes

Fontes de Consulta:
* Acervo Site As Cantrizes
* Site Papo de Cinema
* Enciclopédia Itaú Cultural - Disponível em:
* "José Antônio Garcia - Em Busca da Alma Feminina" - Marcel Nadale. Coleção Aplauso - Imprensa Oficial do Estado de São Paulo - 2008.
* "Tania Maria Bonita Alves" - Fernando Cardoso. Coleção Aplauso - Imprensa Oficial do Estado de São Paulo - 2010.
* Blog Indicação do Biáfora



segunda-feira, 30 de março de 2009

Filmografia Tania Alves: "Parahyba Mulher Macho" (1983)


Em 1983 é lançado o filme "Parahyba Mulher Macho", com direção de Tizuka Yamazaki, e produção do CPC (Centro de Produção e Comunicação) em parceria com a Embrafilme. Estrelado por Tania Alves, o filme mostra, com grande realismo, um dos episódios mais turbulentos da história brasileira: o assassinato, em 1930, de João Pessoa, Governador da Paraíba na época. O crime contribuiu para a eclosão da Revolução de 30.


Em meio a este cenário turbulento, brota a paixão entre o advogado João Dantas (Cláudio Marzo), assassino de João Pessoa, e a libertária Anayde Beiriz (Tania Alves). Os amantes enfrentam muitos obstáculos, inclusive suas diferenças ideológicas e sociais.

Anayde Beiriz foi uma das primeiras feministas brasileiras. Formada na Escola Normal, não foi aceita como professora por ser filha de tipógrafo. Por isso, foi trabalhar em uma colônia de pescadores, na praia de Cabedelo, emprego rejeitado pelas moças de família. Naquela época, aos 26 anos, Anayde já se rebelava contra os costumes e preconceitos provincianos da Paraíba. Cortou o cabelo à la garçone (típico das prostitutas), saía sozinha, se maquiava, usava saias curtas e escrevia versos. Seu comportamento livre despertava a indignação da sociedade paraibana.


O filme foi rodado em Recife, Olinda, Gravatá e Itamaracá e teve música assinada por Paulo Moura.

Em 31 de agosto de 1983, o filme teve avant-première no Cinema do Hotel Tambaú, em João Pessoa (PB), com as presenças da cineasta Tizuka Yamazaki, além dos atores Tânia Alves, Cláudio Marzo e Walmor Chagas. Após a sessão foi feito um debate com a diretora, os atores e alguns historiadores, cineastas e representantes do movimento feminista local.


No livro 'Tania Maria Bonita Alves', da Coleção Aplauso, Tania comenta sua participação no filme:  "Foi um grande sucesso de bilheteria. Lembro de passar em frente aos cinemas de Copacabana e ver filas enormes na rua. Ganhei prêmios de Melhor Atriz nos festivais de Cuba e Cartagena. E o filme venceu os festivais de Brasília, Cartagena e Biarritz. Para encontrar a alma da paraibana libertária Anayde Beiriz, pivô involuntário da Revolução de 30, na Paraíba – depois de ver sua honra lavada com sangue pelas mãos do amante João Dantas, assassino do governador João Pessoa –, me inspirei em mulheres como Patrícia Galvão, a Pagu, e Leila Diniz (...) Admiro muito o trabalho da Tizuka. É impressionante vê-la num set de filmagem comandando a equipe. Algumas cenas do Parahyba, com uma multidão de figurantes, foram dirigidas com o filho dela mamando no peito. Era assim: o bebê num braço e o megafone no outro. Acho que essa imagem traduz a força da Tizuka".


Sobre a atuação de Tania, a diretora Tizuka Yamazaki afirmou em entrevista ao jornal O Globo: "A Tânia é fantástica. Canta, dança, tem um rosto muito brasileiro e é extremamente exótica para quem está fora do Brasil. Ela entrou na personagem, viveu-a com muita intensidade. Foi realmente um prazer trabalhar com ela, porque é um gênio!" (O Globo: 27 de Abril de 1983).


Ficha Técnica:

Direção:
Tizuka Yamazaki

Argumento / Roteiro:
José Joffily Filho e Tizuka Yamazaki
(Baseado no livro 'Anayde Beiriz - Paixão e Morte na Revolução de 30', de José Joffily)

Diretor Assistente:
Vítor Lustrosa

Montagem:
Lael Rodrigues

Fotografia / Câmara:
Edgar Moura

Direção de Arte:
Yurika Yamazaki

Música:
Paulo Moura

Cenografia / Figurinos:
Yurika Yamazaki

Edição:
Lael Rodrigues

Elenco:
Tania Alves
Cláudio Marzo
Walmor Chagas
Oswaldo Loureiro
Chico Diaz
Grande Otelo
José Dumont
Arthur Muhlenberg
Alberto Amaral
Luís de Lima
José Mário Austregésilo
Bráulio Tavares


Prêmios:

* Melhor filme (Júri Popular), melhor fotografia, trilha sonora, cenografia e técnico de som - Festival de Brasília - 1983

* Grande Prêmio do Júri no Festival de Cinema Ibero Latino-americano de Biarritz - França - 1983

* Prêmio Especial do Júri, Prêmio Associação dos Críticos de Andaluzia e Prêmio Confederação Cineclubes Espanha - Festival Latino-americano de Huelva - Espanha - 1983

* Melhor direção, melhor atriz e melhor filme no Festival de Cartagena - Colômbia - 1983

* Melhor interpretação feminina no Festival Internacional Novo Cinema Latino-Americano de Havana - Cuba - 1983.


Confira abaixo mais fotos de "Parahyba Mulher Macho" 
(clique nas imagens para ampliá-las):







 


Veja no vídeo abaixo uma cena de Tania Alves  em 'Parahyba Mulher Macho':   





Ouça no vídeo abaixo o áudio de 'Viajar', tema de amor de Anayde Beiriz e João Dantas em 'Parahyba Mulher Macho'. A composição é de Tania Alves e Enzo Merino:

 


* Fotos escaneadas por Leo Ladeira. Acervo Site As Cantrizes.

Fontes de Consulta:
O Globo: 27 de Abril de 1983
Acervo Site As Cantrizes
Site Banco de Conteúdos Culturais